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terça-feira, 16 de setembro de 2014

Visite a Pedra da Roseta sem sair de casa


A pedra sendo cuidadosamente limpa por um funcionário do Museu Britânico.
Por muitos séculos ninguém sabia exatamente o que significavam aqueles conjuntos de símbolos egípcios conhecidos como hieroglifos. A escrita egípcia antiga, encontrada nos grandes templos, nos tesouros retirados das tumbas e nos poucos papiros que sobreviveram à ação do tempo desde a Antiguidade aumentavam a aura de mistério em torno desta grandiosa cultura africana.
Mas em 1799, em uma expedição militar do (ainda) general Napoleão Bonaparte, o achado do pedaço de uma estela na cidade de Roseta, no delta do Nilo, ajudou o linguista francês Jean-François Champollion a decifrar os misteriosos hieroglifos, e a partir daí os arqueólogos e historiadores conseguiram, enfim, conhecer a História do Egito Antigo, uma das mais fascinantes de todos os tempos.

Traduzindo o Egito Antigo: como Champollion decifrou o “enigma”?

A Pedra de Roseta é uma estela, um bloco de granito negro, conhecido como “granodiorito”, contendo o mesmo texto em três idiomas diferentes: em forma hieroglífica do egípcio antigo na parte superior, o trecho do meio está em demótico, e na parte inferior está escrito em grego antigo.
E o texto nada mais é do que um decreto de 196 a.C., promulgado na cidade de Mênfis, em nome do faraó Ptolomeu V, elaborado por sacerdotes egípcios declarando o faraó como um ótimo governante, seguidor dos deuses e, logo após, algumas ordens sobre como a mensagem deveria ser compartilhada entre os súditos.
Algo bem “básico” e comum naquela época.
Demótico egípcio, parte do texto presente na estela: não sou especialista em línguas, mas não tem uma semelhança "visual" com o idioma árabe?
Demótico egípcio, parte do texto presente na estela: não sou especialista em línguas, mas não tem uma semelhança “visual” com o idioma árabe?
É fato que mais cedo ou mais tarde a pedra cairia nas mãos de um linguista excepcional e ele faria o trabalho de tradução. Mas Champollion era, sem sombra de dúvidas, a pessoa certa para o trabalho certo, pois ele também era professor de História.
O tradutor, Champollion.
O tradutor, Champollion.
A Pedra de Roseta virou o “trabalho” de Champollion entre 1822 e 1824, período em que ele foi responsável pela tradução dos textos, expandindo o trabalho de outro historiador, o inglês Thomas Young.
A História normalmente coloca Champollion como o único tradutor da pedra, mas o fato é que o trabalho de Young ajudou bastante o francês.
Mas a grande “sacada” para decifrar a pedra foi a percepção de que ali estava anotado o mesmo texto, bastando comparar os três decretos, realizar as associações – no caso dos hieroglifos – e transcrever o decreto.
Daí em diante, esta simples tradução de um simples decreto ajudou a descortinar 3 mil anos de História egípcia, que antes era construída pelos arqueólogos e historiadores na base do “achismo”, pois ninguém entendia o real significado dos hieróglifos grafados nas paredes dos grandiosos templos.
Por exemplo: a partir da observação, dava para deduzir que os antigos egípcios davam muito valor aos mortos. Após a tradução da estela e do consequente estudo dos hieróglifos, os historiadores puderam decifrar que na verdade os egípcios acreditavam e valorizavam a vida após a morte, por isso os diversos tesouros e objetos do dia-a-dia encontrados juntos às múmias. Como outro exemplo, o famoso Livro dos Mortos só foi traduzido graças à descoberta de Champollion.
Não é exagero dizer que Champollion – e todos que trabalharam em algum momento na tradução da pedra – “descobriram” o Egito Antigo.
A pedra sendo cuidadosamente limpa por um funcionário do Museu Britânico.
A pedra sendo cuidadosamente limpa por um funcionário do Museu Britânico.
Na época da descoberta, os franceses ficaram 2 anos em posse da estela, mas como eles estavam em guerra com os ingleses, após perderem a posse do Egito em 1801, a pedra trocou de mãos e foi levada para o Museu Britânico, onde está até hoje e é um dos objetos mais visitados daquele museu.
Neste link você pode fazer uma visita “virtual” à pedra e conferir como ela até hoje mantém detalhes impressionantes na escrita, principalmente os hieróglifos.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Uma vez Fui Viajar e Não Voltei

Mario Quintana já dizia: Viajar é mudar a roupa da alma. Para traduzir um pouquinho mais qual é o gosto de viajar,  minha amiga Tania me mandou esta crônica, que simplesmente sen-sa-cio-nal. Viaje!


Uma vez Fui Viajar e Não Voltei
 por Marcelo Penteado


Não por rebeldia ou por ter decidido ficar; simplesmente mudei.

Cruzei fronteiras que eu nunca imaginaria cruzar. Nem no mapa, nem na vida. Fui tão longe que olhar para trás não era confortante, era motivador.

Conheci o que posso chamar de professores e acessei conhecimentos que nenhum livro poderia me ensinar. Não por serem secretos, mas por serem vivos.

Acrescentei ao dicionário da minha vida novos significados para educação, medo e respeito.

Reaprendi o valor de alguns gestos. Como quando criança, a espontaneidade de sorrisos e olhares faz valer a comunicação mais universal que há – a linguagem da alma.

Fui acolhido por pessoas, famílias, estranhos, bancos e praças. Entre chãos e humanos, ambos podem ser igualmente frios ou restauradores.

Conheci ruas, estações, aeroportos e me orgulho de ter dificuldade em lembrar seus nomes. Minha memória compartilha do meu desejo de querer refrescar-se com novos e velhos ares.

Fiz amigos de verdade. Amigos de estrada não sucumbem ao espaço e nem ao tempo. Amigos de estrada cruzam distâncias; confrontam os anos. São amizades que transpassam verões e invernos com a certeza de novos encontros.

Vivi além da minha imaginação. Contrariei expectativas e acumulei riquezas imateriais. Permiti ao meu corpo e à minha mente experimentar outros estados de vivência e consciência.



Redescobri o que me fascina. Senti calores no peito e dei espaço para meu coração acelerar mais do que uma rotina qualquer permitiria.

E quer saber?

Conheci outras versões da saudade. Como nós, ela pode ser dura. Mas juro que tem suas fraquezas. Aliás, ela pode ser linda.

Com ela, reavaliei meus abraços, dei mais respeito à algumas palavras e me apaixonei ainda mais por meus amigos e minha família.

E ainda tenho muito que aprender.

Na verdade, tais experiências apenas me dirigem para uma certeza – que ainda tenho muito lugar para conhecer, pessoas a cruzar e conhecimento para experimentar.

Uma fez fui viajar…

e foi a partir deste momento que entendi que qualquer viagem é uma ida sem volta.

Fonte:http://sigoescrevendo.com/2013/08/26/uma-vez-fui-viajar-e-nao-voltei/

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Onde tudo começou...

O ponto da virada em algum momento da vida é sempre marcada pela arte de mudar. É sim uma arte; talvez não seria se já existisse uma fórmula comprovada de sucesso para qualquer mudança. Mas enquanto ninguém teve esta brilhante ideia, o negócio é fazer do caminho a melhor experiência. Foi assim que a Move surgiu. Era esperado a minha volta para o Brasil, mas eu estava tentando na época lidar com o certa dose de desespero por não ter expectativas de emprego; até o ótima notícia veio com um convite para trabalhar  no Hospital das Clínicas de Curitiba, com uma antiga colega de trabalho. A partir desde trabalho outros começaram a pipocar; seja como publicitária e professora inglês.

Para escolher o nome da empresa mesmo com toda formação em comunicação social nunca tinha experimentado construir minha própria marca. Era tão difícil que fiquei semanas debruçada em pesquisa, conceitos e arquitetura da marca; hoje as vezes acho que isto só torna o trabalho mais complexo por que tinha muito claro o que mais queria: uma empresa que se expressasse tanto em português quando em inglês, capaz  de ter em seu DNA o espírito de mudança. Assim surgiu a Move. 

http://vimeo.com/27246366
A certeza veio também com um vídeo do mesmo nome mostrando a genial ideia de 3 homens em fazer um material que retrata exatamente de movimento. Foram 44 dias, 11 países, 18 voôs e apenas 2 cameras para registrar tudo. O resultado ficou absolutamente fantástico. Move. Confira  aqui